terça-feira, 5 de julho de 2011

Ainda sobre ego e essência


Sei que podem ter ficado algumas dúvidas sobre o “imã” e a “fonte”, do tipo: “Se a fonte é de dentro para fora, porque quando buscamos o auto-conhecimento nos é dito para irmos para dentro?”; ou talvez: “Se tudo na existência é cíclico, não devemos praticar os dois movimentos, tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro?”.
Na verdade, ambos os movimentos acontecem nos dois casos. O que muda é a direção ou o sentido do que poderíamos chamar de intenção e recompensa.
No movimento do ego, a intenção tem o sentido de dentro para fora, onde a pessoa avança em direção ao espaço que a envolve para tentar recolher o que lhe falta e, ao retornar, traz para junto de si aquilo que chamaremos de recompensa, no afã de se sentir preenchido. Mas, como já vimos no texto “O imã e a fonte”, isso normalmente não acontece.
Então a pessoa reinicia o ciclo de lançar-se para fora de seu ser em busca de algo inatingível, perpetuando assim um círculo vicioso e danoso à sua evolução.
Já o movimento de auto-conhecimento inverte esse sentido. Primeiro, agimos na intenção de nos interiorizarmos, na busca pelo ponto onde todas as potencialidades estão latentes. Ao alcançá-lo, acabamos por desenvolver um alto grau de compreensão, espalhando toda recompensa para ambiente a nossa volta, como a fonte que jorra a “água viva”.
Podemos dizer, também, que o íntimo de nossa natureza é como a essência de uma rara fragrância que, ao ser tocada, espalha seu aroma por tudo ao seu redor.
Portanto, o ego movimenta-se primeiro de dentro para fora e depois traz consigo o que consegue, de fora para dentro; no sentido contrário, a essência submerge de fora para dentro e, ao atingir o âmago, flui e espalha-se de dentro para fora.
E então, qual é o sentido que você pretende dar a sua vida?

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sábado, 25 de junho de 2011

O imã e a fonte


Uma pergunta que sempre surge quando falamos de auto-conhecimento é mais ou menos assim: “Essa história de olhar para dentro, de buscar a essência do meu 'eu', não seria uma forma velada de cultivar o ego?”
Pois bem! É preciso compreender os movimentos da dinâmica do auto-conhecimento e da postura do ego.
A confusão surge porque nos dois casos o que está em questão é o centro do ser humano. A essência é aquilo que temos de mais sagrado, nossa centelha divina, e que reflete em nossos pensamentos, palavras e atitudes. O ego é a sombra que também emerge dos pensamentos, das palavras e das atitudes, mas, por ser sombra, se manifesta de forma inversa.
Podemos comparar o ego a um imã, que tenta trazer para si (na direção de seu centro) tudo o que ele deseja ou crê que necessita. Na linguagem da física, o resultado é um movimento centrípeto, ou seja, de fora para dentro.
O problema está aí! Quando tentamos nos agarrar às coisas externas para nos satisfazer, trazemos para dentro de nós um pouco de tudo, tanto de bom quanto de ruim. E, por não ser nosso, geralmente mesmo aquilo que parece ser bom não “se encaixa” em nós, trazendo mais prejuízo do que benefício.
O auto-conhecimento é como a busca pela fonte. Ao conhecermos melhor nossos limites e nossas potencialidades, “limpamos” nossa fonte e, a partir disso, deixamos mais cristalina a água que jorra dela. É chamado de centrífugo, ou seja, de dentro para fora, o movimento que resulta disso.
Espalhamos nossa graça abundantemente quando vinda de nossa fonte. E, ao espalhar a água da fonte, tornamos a paisagem a nosso redor muito mais fértil, fecunda, produtiva, criativa.
Agora, imagine quem poderá tirar proveito de toda essa fartura!
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Competição X Cooperação

Costuma-se acreditar que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, prega que a Seleção Natural é uma eterna competição, onde o mais forte passa seus genes adiante, enquanto os mais fracos sucumbem e desaparecem.
Essa idéia é fruto de uma interpretação superficial da teoria, baseada no senso comum que prega a “lei do mais forte”.
Na verdade, a seleção natural favorece o indivíduo mais adaptado, o que nem sempre significa o mais forte. Conseqüentemente, a noção única de competição para a sobrevivência também é equivocada ou, pelo menos, incompleta.
A cooperação também faz parte das estratégias de sobrevivência e transmissão bem sucedida de genes para as gerações seguintes.
Existem alguns exemplos claros de cooperação na natureza que servem de alicerce para uma boa transmissão genética, conforme expõe Richard Dawkins em seu livro "Deus, um delírio". A cooperação familiar é a mais antiga delas, onde indivíduos de uma mesma família se cooperam mutuamente com o intuito de transmitir os genes familiares, similares ao seu, para as gerações vindouras.
Outro comportamento é aquele que podemos chamar de moeda de troca. Em espécies cujo bando convive de maneira próxima, ajudar seus companheiros significa obter crédito de uma ajuda futura. Mesmo entre espécies distintas existe também esse tipo de comportamento, o mutualismo ou simbiose, como peixes pequenos que se alimentam dos parasitas das espécies maiores e são protegidos por esses, entre muitos outros exemplos conhecidos.
Mas há também o altruísmo espontâneo que serve para melhorar a reputação de um membro no grupo e assim torná-lo mais aprovado e, por conseqüência, mais apto a transmitir seus genes. E há a chamada generosidade conspícua, onde o indivíduo oferece-se para ajuda como uma forma de mostrar-se superior aos demais do grupo. Ele pode por em risco sua vida para ajudar os outros, por isso é mais poderoso e mais aceito.
Até mesmo o parasitismo parece contrariar a idéia de competição, uma vez que o beneficiado, o parasita, normalmente é o mais fraco.
Tudo isso já foi observado pelos biólogos e indica claramente que a cooperação também é uma forma de evolução. E, se analisarmos que essas características estão presentes nas espécies mais recentes, em especial, nos primatas, podemos até levantar a hipótese de que, no futuro, a cooperação será um meio de evolução mais eficiente do que a competição.
Será que não seria hora do ser humano rever seus conceitos sociais e aceitar a cooperação como a forma mais apropriada de vida em comunidade?
Pense nisso!

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

domingo, 5 de junho de 2011

Biocentrismo e a visão Holística


No meu ponto de vista, não há dúvida de que o biocentrismo é uma evolução em termos de pensamento sobre a participação humana no Universo. Ele supera como conceito as já conhecidas filosofias teocentristas e antropocentristas.
O antropocentrismo foi duramente afetado no final da Idade Média com o advento da ciência baseada na razão. A descoberta de que o planeta Terra não era o centro do Universo e as observações sobre a Evolução das Espécies de Charles Darwin colocaram em cheque grande parte das crenças que davam suporte ao teocentrismo.
Já o antropocentrismo mantém firme e forte em nossa sociedade ocidental e há tempos avança seus tentáculos para o Oriente. A idéia de que a sociedade humana é o centro de tudo tem sido o grande causador dos excessos em relação a natureza, achando que ser humano é capaz de dominá-la sem sofrer as conseqüência por seus atos.
O aquecimento global, a iminente falta de água potável, a péssima qualidade do ar, dentre outros fatores preocupantes, mostram que esse ponto de vista de que o ser humano pode tudo é o mesmo que dar uma arma nas mãos de uma criança. Não sabemos o que estamos fazendo ou preferimos não perceber a devastação que provocamos.
Quanto ao biocentrismo, fica clara a evolução de seu conceito, mas é preciso acrescentar, ainda, a idéia de que o equilíbrio deve ser observado não somente à vida biológica. A Terra também pode ser considerado um ser vivo se observada a sua dinâmica e sua auto-regulagem. Creio que todo o Universo, com seus ciclos, suas criações e destruições, também podem ser alçados a esse patamar.
O ideal é que se junte ao conceito biocêntrico como complemento a visão holística da existência, a idéia de que o Todo é uma cadeia infinita e interdependente, interligada e um trabalho de harmonia nessa direção acabaria por premiar toda a existência, inclusive a nós, humanos.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sábado, 4 de junho de 2011

Medicina e Espiritualismo













Olá Queridos!

Essa semana no nosso encontro no Centro Holístico Elemental, assistimos a uma palestra sobre "A Glândula Pineal", com o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.

Uma visão interessante e intrigante entre a Medicina e o Espiritualismo.

Reserve uma hora do seu dia para aprender um pouco mais.

Acesse o link:

http://www.youtube.com/watch?v=IcJw4-Ccbss&feature=player_embedded


Lembrete: Quem quiser e puder contribuir estamos ajudando o Alan - Instrutor do Método DeRose, com a Campanha do Agasalho, diversas caixas serão distribuidas pela cidade para a coleta. Mais informações: alan.hecktor@metododerose.org

Um abraço e até a próxima.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ecologia e Biocentrismo


Temos visto nas últimas décadas um verdadeiro bombardeio entre ecologistas e setores da economia que se importam muito mais com seus lucros do que com o meio ambiente. Infelizmente, essa guerra parece estar longe de acabar e quem mais perde é o planeta.
O que quero ressaltar, no entanto, é que a preocupação ecológica às vezes esbarra no conceito de que devemos preservar o ambiente para nossa própria auto-preservação. Não que isso não seja importante, mas creio que seja pouco.
A filosofia biocêntrica aborda o aspecto de uma maneira um pouco mais profunda e, de certo modo, mais desagradável a nós, seres humanos, além de desagradar aqueles que crêem que o mundo foi feito para a humanidade.
O cerne da questão é que o biocentrismo considera que todas as formas de vida tem o mesmo peso em termos de importância e que a humanidade não é o centro da Criação. Daí podemos considerar que a idéia de preservação do “nosso planeta” é igualmente antropocêntrica e acaba por não diferir muito da idéia de se tirar proveito do meio para seus lucros.
O pensador americano Ken Wilber, em seu livro "Uma breve história do Universo", afirma que tudo o que está acima em determinado aspecto, também estará abaixo em outro, como um tipo de hierarquia entrelaçada. No exemplo dele, a noosfera (esfera do conhecimento, onde nós, humanos, estamos) situa-se acima da biosfera (esfera da vida, onde animais e plantas estão) e, ao mesmo tempo, sob ela ao depender inteiramente dela. Se a biosfera deixar de existir, a noosfera também sucumbirá, mas se a noosfera for eliminada, a biosfera pouco ou nada sofrerá. Ou seja, a criação continuará tranqüilamente sua existência se nós, humanos, formos exterminados do planeta. E convenhamos, é uma hipótese completamente plausível.
Somos uma dentre tantas espécies, de um minúsculo planeta, num dos inúmeros sistemas solares, de uma dentre muitas galáxias. É preciso ir muito além do que trabalhar apenas em nossa necessidade de sobrevivência ara nos tornarmos mais evoluídos.
Mais do que a idéia de preservação ecológica, mais do que o cuidado com a vida biológica, é preciso cultivar o equilíbrio de toda a Criação, o que se refletiria tanto na vida como a concebemos como na nossa própria existência.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

domingo, 15 de maio de 2011

Biocentrismo: uma nova idéia.


A filosofia contemporânea costuma afirmar que a visão teocentrista, onde Deus era o centro de tudo e que vigorou durante toda a Idade Média, foi substituída pelo antropocentrismo, onde o homem passou a ser a razão central da existência, graças ao Renascimento.
O Renascimento trouxe, dentre outras coisas, a racionalidade e um maior entendimento científico das coisas. Além disso, a Revolução Industrial, baseada e alavancada na evolução dos conhecimentos da ciência, trazia ao homem a possibilidade de dominar os meios de produção e, por conseqüência, acreditar que poderia reinar sobre toda a natureza.
Hoje, acreditasse que esse distanciamento da intuição, da espiritualidade que vigorava nos tempos teocêntricos tenha causado à humanidade uma perda de valores tão fundamentais que as pessoas se sentem perdidas, deslocadas de sua própria essência e de sua vida. As pessoas passaram a ser números e números não têm personalidade, emoções, opiniões; apenas posição.
Talvez estejamos vivendo aquilo que poderíamos chamar de “materiocentrismo”, onde a materialidade torna-se mais importante que o sentimento, a intuição, etc. Em resumo, somos apenas aquilo em que podemos ser medidos.
O Biocentrismo surge como uma opção para aqueles que acreditam que podemos viver em comunhão com todo o resto da Criação, sem estarmos nem acima, nem abaixo de nada.
Nele, todas as formas de vidas são importantes, não diferenciando nenhuma como principal. E, ao entendermos o planeta como Gaia, colocamos toda a Criação nesse mesmo patamar.
Alguns podem dizer que é um retrocesso, posto que o Biocentrismo baseia-se muito nas religiões primitivas. Porém, se consideramos a maravilhosa idéia do sansara, onde o ciclo volta sempre ao começo, porém, um degrau acima, creio que podemos acreditar que essa idéia pode sim ser um começo de uma nova era.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O verso do Uno


Ao nos depararmos com algumas atrocidades cometidas por nós, seres humanos, tanto contra outros humanos como contra animais, plantas, enfim, todo o planeta em que habitamos, às vezes nos perguntamos: Será que somos realmente a imagem e semelhança de Deus?
Cremos que a resposta pode ser tanto “sim” quanto “não”.
Senão, vejamos. Podemos considerar a idéia por vezes divulgada de que todo o Universo é a imagem do Criador (daí o termo Universo, o verso do Uno) e não apenas nós. Somos todos, humanos, animais, vegetais, minerais, outros corpos celestes, enfim, todo o Cosmos, a outra face desse Criador (sua face imanente). Quanto à semelhança, possivelmente não tenhamos sido criados com ela. Ao alcançarmos a auto-consciência, a possibilidade de se perguntar "De onde viemos?", "Quem somos nós?", "Para onde vamos?", atingimos o grau necessário de evolução para nos assemelharmos ao Criador, a Consciência Suprema. A partir desse ponto, nós, parte imanente do todo, conseguimos compreender e participar de Seu lado transcendente, de Seu espírito. Só então começamos a estar aptos a nos julgar imagem e semelhança dele. Porém, ter esse potencial é diferente de usá-lo e nesse aspecto, considerando tudo o que envolve essa nossa situação, creio estarmos muito longe dessa realização. Apenas uns poucos na história demonstraram tal semelhança. Jesus talvez tenha sido o expoente maior deles e, provavelmente por esse motivo, seja considerado O filho de Deus.
Cabe a nós buscarmos a compreensão do ensinamento desses avatares da humanidade e colocá-los em prática para que possamos nos aceitar e nos enxergar verdadeiramente como imagem e semelhança do Uno.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

ESTAMOS DE VOLTA

Após mais de um ano sem atualizações, estamos voltando, felizes, com nossas atividades.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Um novo paradigma



Embora a Organização Mundial de Saúde (OMS) considere que “...a saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não meramente a ausência de doenças ou enfermidades”, a medicina moderna insiste em focar o distúrbio provocado pela doença. O que a Terapia Holística tenta mostrar é que o verdadeiro foco está no equilíbrio que traz saúde.
Vale lembrar as palavras de Capra em seu livro acima citado: “O diploma confere o completo domínio da ciência médica, não a capacidade de cuidar dos pacientes”. A cura vai além do paradigma que pressupõe que cada peça deve ser analisada de forma individual. Como já foi dito na visão holística, o todo é muito mais do que a soma de suas partes, por isso tanto a visão reducionista como o conceito holístico são necessários e complementares, tal qual análise e síntese.
A visão global do holismo, envolvendo aspectos biológicos, químicos, psicológicos, sociais, ambientais e espirituais, muitas vezes supera a simples interpretação mecânica das enfermidades uma vez que a cura se processa através da resposta coordenada do organismo, levando-se em conta também a interferência de todos os aspectos citados acima no desenvolvimento da patologia.
Por isso é preciso entender que a cura depende muito mais de um estado de ser do que propriamente de intervenções isoladas e pontuais e que estar saudável não é um objetivo, mas sim uma conseqüência.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)