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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O Deus de Mani


Que deus é esse que rotula sua criação apenas em polos opostos? Os bons e os maus; os justos e os ímpios; os santos e os pecadores; os que estão no caminho correto e os que estão no caminho da perdição.

 Que deus é esse que exige que sua obra o admire?

 Que deus é esse que, perfeito, cria-nos imperfeito e exige de nós a perfeição sob pena de sofrimento eterno?

 Que deus é esse que impõe sua imagem e transforma aqueles que não a aceitam em pessoas não dignas de suas bençãos?

 O Deus que eu concebo não é esse deus conduzido pelo ego, que quer que nos prostremos diante dele em reverência pelo fato de nos ter nos criado.

 O Deus que eu concebo é aquele que me fez criatura pronta a aprender e a cooperar com o desenvolvimento de sua criação e evolução.

 O Deus que eu concebo é aquele que, em sua infinita sabedoria, me deu o livre arbítrio de errar, acertar, consertar, cair, levantar, caminhar e, acima de tudo, buscar o equilíbrio que me torne consciente a ponto de poder sentir-me a parte exata que ele necessitava em sua obra.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A sabedoria dos antigos


Ao aplicarmos essa sabedoria nos dias de hoje vemos que a medicina moderna, a psicologia e as terapias alternativas deveriam trabalhar paralelamente, assim como já praticavam os antigos curandeiros, mestres e xamãs em suas técnicas de cura, que, apesar de rudimentares; detectavam o problema, receitavam suas ervas ou intervinham com massagens e acupuntura e conduziam seus rituais de purificação e cura.
Tratavam dos doentes com uma metodologia semelhante a atual, mas mais completa, mesmo sendo rudimentar. Em resumo, faziam o diagnóstico, aplicavam plantas conhecidas ou intervinham com procedimentos de ações anatômicas, tanto no aspecto físico como no aspecto energético, através dos chacras e meridianos, e completavam com o reequilíbrio psicológico, social e espiritual.
Além disso, conseguiam conceber a doença como um distúrbio que envolvia muito mais do que esse ou aquele órgão, pois viam-na como uma disfunção do ser como um todo.
Mas a racionalidade ocidental mudou as regras do jogo, relegando a segundo plano o conhecimento empírico dos curandeiros e acabando por empurrar para as tribos e comunidades isoladas o uso e progresso dessas técnicas.
Já a rica tradição oriental, com suas filosofias que vão desde o extremo materialismo ao extremo idealismo, abraçou o conhecimento dessas metodologias de tratamento e o desenvolveu de maneira a alcançar grandes progressos no processo de cura.
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)