sábado, 20 de agosto de 2011
Para meu pai
As pessoas tem o costume de dizer que, onde quer que você esteja, está me vendo e vivenciando cada uma das minha experiências. Não sei se é realmente assim mesmo. As vezes gosto de pensar que sim, que ainda participo de sua existência e você da minha, de alguma maneira.
Mas prefiro pensar que sua consciência - não, sua essência - seguiu em frente, e não se prendeu a mim ou a nada aqui. Pois não gostaria que seu espírito se prendesse a este mundo, quando deve seguir em frente, rumo ao próximo passo de sua existência.
O que você foi pra mim, o que significou, vai sempre estar presente aqui dentro. Você é parte de mim, e me ajudou a me tornar o homem que sou hoje. Gosto de pensar que você seguiu em sua jornada acreditando que me preparou o suficiente para andar com minhas próprias pernas e seguir com a minha vida.
Onde quer que você esteja espero que saiba que mesmo que sinta orgulho de mim, isso não se compara ao orgulho que eu sinto por ter vivido ao seu lado, por ter aprendido tanto com você e por ter tido você como amigo, companheiro e, principalmente, como pai.
Um dia desses, a gente se encontra de novo.
Amo você.
(Autor: Jean Roberto Paschoalini – publicado em seu Facebook)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Auto-conhecimento ou auto-ajuda?
“Conhece-te a ti mesmo”
Inscrição que era vista
na entrada do
Templo de Delphos,
Grécia
Inscrição que era vista
na entrada do
Templo de Delphos,
Grécia
Outro assunto que costuma causar confusão entre os menos avisados é a diferença entre auto-conhecimento e auto-ajuda.
Quero deixar claro, antes de mais nada, que nosso centro especializa-se em métodos para desenvolver o auto-conhecimento.
O que os difere, então?
A auto-ajuda baseia-se em técnicas que permitem com que as pessoas busquem melhores condições externas, tais como um melhor emprego, um relacionamento amoroso, melhor condição financeira ou social, melhora na saúde, etc.
Analisando o que foi dito no texto “Projeto Prisma”, a auto-ajuda colabora com uma ou duas cores do espectro de nossa personalidade. Por isso, um ganho alcançado pela auto-ajuda nem sempre torna a pessoa mais completa ou evoluída, já que satisfaz apenas parte do ser humano.
O auto-conhecimento, no entanto, age diretamente na essência do indivíduo. São técnicas que buscam trazer a luz nossas potencialidades e limitações. É um processo exclusivamente interno, de valorizar a fonte essencial e divina de cada um.
Ao compreendermos nossas potencialidades podemos desenvolvê-las e, paralelamente, percebendo nossos limites, podemos transcendê-los e ampliá-los, tornado-nos pessoas melhores.
Ter um bom emprego, ser bem relacionado nos vários aspectos sentimentais e sociais, ter uma vida financeiramente próspera, estar saudável física e mentalmente, acabam sendo conseqüências naturais dessa atitude de conhecer-se a si próprio, embora alcançá-las geralmente não seja o grande objetivo de quem atinge tal estágio.
A meta maior sempre será tornar-se um ser humano mais desenvolvido enquanto parte de um todo maior, mesmo que viva em condições humildes e com a saúde emocional e espiritual bem mais ajustada que a física.
Talvez possa parecer que sou contra textos ou técnicas de auto-ajuda. De maneira alguma! Elas tem seu espaço, seu valor, seu público cativo e, em certos momentos, sua grande importância. Porém, é fundamental que se compreenda o que é uma coisa e o que é outra.
Grande parte da confusão sobre o assunto é de responsabilidade da mídia, que, mal informada ou mal intencionada, acaba por colocar tudo o que se refere a ambos num mesmo balaio. E os desavisados, muitas vezes acabam comprando gato por lebre, trazendo um grande prejuízo àqueles que buscam seu verdadeiro crescimento individual, preso nas esferas da ascensão social ou pessoal proposta pela auto-ajuda.
Enquanto a auto-ajuda tende a ser imediatista, em parte, como reflexo de nossa sociedade atual, o auto-conhecimento pode levar tempo, uma vida inteira às vezes, para alcançar seu ápice. Porém, depois de alcançado, não há mais o que o derrube.
Parafraseando o chinês Lao-Tsé citado pelo indiano Osho, “… o sábio, por não competir com ninguém, jamais será derrotado”. Alcançar esse estágio de compreensão certamento o tornará um sábio.
Por isso, nossa proposta é baseada no auto-conhecimento, nas técnicas e conceitos que possibilitarão a cada um alcançar o âmago de seu ser e, ao atingir tal estágio, permitirão acontecer o processo de crescimento e evolução pessoal, espiritual e da humanidade como um todo.
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Ser Místico
O que é ser místico?
Há muita confusão quando o assunto é misticismo, ou seus adeptos, os místicos. A primeira imagem que vem à mente é a daquele indivíduo vestido com roupas exóticas, olhar distante e frases sonhadoras ou desconexas. Ou pior, a imagem daqueles charlatães que se trajam de maneira pouco usual e usam de uma linguagem que procura ludibriar os que o ouvem.
Mas ser místico não é isso, assim como ser médico não é apenas se vestir de branco e usar um estetoscópio em volta do pescoço, dando nomes complicados para definir a situação de sua saúde.
O místico, desde os primórdios da humanidade, é aquele ser que não se contenta em se acomodar em conhecimentos superficiais ou cotidianos, pois sabe que a vida sempre lhe cobrará o preço de seu comodismo ante a extraordinária possibilidade de evolução.
Geralmente, são os primeiros a buscar respostas àquelas perguntas que a grande maioria nem sequer ousa fazer.
Ser místico é querer compreender os mistérios. E mistérios não são exatamente aqueles questões eternamente sem resposta. São enigmas ainda não resolvidos pela mente humana, quer seja sobre o mundo que o cerca, sobre o Universo como um todo, sobre as razões da vida, etc.
Portanto, místico não é somente aquele que vive a procurar fadas e gnomos, mas é aquele que aceita e se propõe a compreender aquilo que ainda não está ao alcance do nível de entendimento humano de sua época. Graças a esta semelhança, podemos dizer que, em essência, o cientista é um místico por excelência.
O fosso que se abre entre místicos e cientistas está arraigado no senso comum que define os primeiros como lunáticos, que buscam somente o sobrenatural, e os segundos como materialistas, que só aceitam aquilo que pode ser tocado e provado fisicamente.
Mas os cientistas estão avançando suas investigações para muito além daquilo que o senso comum entende por matéria e os místicos estão embasando suas filosofias em pressupostos muito mais sólidos do que imaginam os descrentes.
A diferença é que o cientista busca seu conhecimento pelo empirismo ou por desenvolvimento e teste de teorias. Já o místico, muitas vezes, lança mão de sua intuição para compreender os fatos, mesmo que não tenha como comprová-los objetivamente naquele momento.
É preciso estreitar o laço de convivência dessas duas vertentes em nome de um desenvolvimento maior do ser humano, usando a racionalidade como apoio e a intuição como impulso a novas descobertas.
Tornar o cientista um autêntico místico e o místico um real cientista!
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Projeto Prisma
Projeto Prisma é um novo conceito para o Desenvolvimento Humano baseado na idéia do livro “Sociedade dos Sete Caminhos”, de minha autoria.
A idéia central é trabalhar no ser de forma integral, usando como ponto de referência a essência de cada pessoa, aquela fonte a qual chamamos de centelha divina.
Assim como no prisma, onde a luz que incide sobre ele se divide em um arco-íris num efeito conhecido como refração ou difração, a luz interior de cada indivíduo, ao refletir no mundo exterior, se divide nas nuances criadas como sua personalidade.
Somos diariamente decompostos em várias facetas ou personas: o ser familiar, o ser profissional, o ser social, o ser amante, o ser guerreiro, o ser companheiro, o ser religioso. Mas a fonte de todas essas máscaras sociais continua sendo uma única. Portanto, assim como o prisma de cristal, decompomos a luz divina que nos alimenta em vários semitons e o propósito do projeto é justamente o desenvolvimento do indivíduo pela fonte.
Tratar dessas nuances separadamente pode até ser útil em alguns aspectos, mas a verdadeira evolução se dá quando cuidamos do nosso ser como um todo. Quanto mais forte for a luz em sua origem mais intensa será qualquer uma de suas cores.
A proposta é a busca pelo auto-conhecimento através de meios teóricos, com conversas filosóficas, teológicas e científicas, e por métodos práticos como exercícios de meditação e dinâmicas para o despertar da consciência, baseado nas técnicas já citadas nesse blog e do despertar xamânico sugeridas pelo psiquiatra tcheco Stanislav Grof em suas obras sobre o assunto.
Fortalecendo a essência, intensificamos positivamente todos os aspectos da pessoa, revelando sua verdadeira qualidade como pai, mãe, filho, filha, marido, esposa, irmão, profissional, colega, amigo, companheiro, enfim, como um ser humano completo.
Queremos, com isso, ajudar as pessoas e, como conseqüência, a nós mesmos, a galgar mais um degrau na escada da evolução humana ou, ainda, na escada da evolução do universo como um Todo.
Em postagens futuras exporemos um pouco mais sobre como deverá ser desenvolvido esse projeto, que acreditamos ser profundo e valioso.
Se você é como nós e acredita ser possível aquilo que muitos chamam de utopia, continue nos visitando e tomando contato com essa idéia.
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Dimensões Humanistas
O Humanismo, uma linha filosófica surgida no final da Idade Média, tem como base três aspectos importantes de desenvolvimento humano, conhecidas como a tríplice dimensão da Pessoa Humana: a consciência, o amor e a liberdade.
Embora seja uma escola que coloque o ser humano no centro, o que contraria um pouco a visão holística, suas premissas principais buscam a ética e o desenvolvimento das relações humanas.
Pois bem! Vamos analisar individualmente suas dimensões e ver o que podemos extrair desse aprendizado, agregado ao holismo.
A dimensão da consciência é a transcendência da soma de nossas experiências, o ultrapassar das fronteiras estabelecidas por nossos conhecimentos empíricos ou vivenciais. Ao darmos ênfase a essa nossa dimensão, acabamos por conseguir suplantar os limites da ciência e alcançamos a compreensão de nossa essência mais profunda.
A partir do momento em que se compreende essa idéia, percebe-se que todos nós somos frutos de uma mesma substância fundamental e que por isso, em essência, somos todos um só, embora a superfície seja composta de histórias diferentes, contextos individuais, etc.
É onde entra a dimensão do amor, aquela que nos conduz ao altruísmo, a viver o Eu e o Tu na extensão do Nós.
Existe, é claro, uma individualidade advinda de nossa herança genética, de nossa experiência de vida, de nossos erros e descobertas, mas é justamente ao compreender que essa singularidade é apenas a capa que encobre nosso âmago, que nos alimenta a ilusão de separar-nos naquilo que somos inseparáveis, é aí que nos aceitamos em nossa condição de humanos. É aí que permitimos que o outro possa viver como outro, mesmo sendo um conosco.
Entramos, finalmente, no domínio da dimensão da liberdade, aquela que vai além do mero entendimento de que posso fazer qualquer coisa.
A liberdade é a mais ambígua das três dimensões, uma vez que nela seu prêmio pode ser também seu preço. Vivemos em busca desse ideal, embora ele não nos seja possível como conceito puro, já que interagimos com nosso meio social e acabamos por cumprir regras, mesmo que inconscientemente.
Mas é justamente ao alcançarmos nossa liberdade dentro de um contexto de regras, ao transcendermos o entendimento de limitação que uma regra pode nos impor, é que conseguimos realizar essa dimensão humana.
Em resumo, a observação ética dessas dimensões, a aplicação consciente desses aspectos de cidadania, são a chave para uma compreensão humanista da vida, quer seja social, individual, cultural ou espiritual.
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
terça-feira, 5 de julho de 2011
Ainda sobre ego e essência
Sei que podem ter ficado algumas dúvidas sobre o “imã” e a “fonte”, do tipo: “Se a fonte é de dentro para fora, porque quando buscamos o auto-conhecimento nos é dito para irmos para dentro?”; ou talvez: “Se tudo na existência é cíclico, não devemos praticar os dois movimentos, tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro?”.
Na verdade, ambos os movimentos acontecem nos dois casos. O que muda é a direção ou o sentido do que poderíamos chamar de intenção e recompensa.
No movimento do ego, a intenção tem o sentido de dentro para fora, onde a pessoa avança em direção ao espaço que a envolve para tentar recolher o que lhe falta e, ao retornar, traz para junto de si aquilo que chamaremos de recompensa, no afã de se sentir preenchido. Mas, como já vimos no texto “O imã e a fonte”, isso normalmente não acontece.
Então a pessoa reinicia o ciclo de lançar-se para fora de seu ser em busca de algo inatingível, perpetuando assim um círculo vicioso e danoso à sua evolução.
Já o movimento de auto-conhecimento inverte esse sentido. Primeiro, agimos na intenção de nos interiorizarmos, na busca pelo ponto onde todas as potencialidades estão latentes. Ao alcançá-lo, acabamos por desenvolver um alto grau de compreensão, espalhando toda recompensa para ambiente a nossa volta, como a fonte que jorra a “água viva”.
Podemos dizer, também, que o íntimo de nossa natureza é como a essência de uma rara fragrância que, ao ser tocada, espalha seu aroma por tudo ao seu redor.
Portanto, o ego movimenta-se primeiro de dentro para fora e depois traz consigo o que consegue, de fora para dentro; no sentido contrário, a essência submerge de fora para dentro e, ao atingir o âmago, flui e espalha-se de dentro para fora.
E então, qual é o sentido que você pretende dar a sua vida?
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
sábado, 25 de junho de 2011
O imã e a fonte


Uma pergunta que sempre surge quando falamos de auto-conhecimento é mais ou menos assim: “Essa história de olhar para dentro, de buscar a essência do meu 'eu', não seria uma forma velada de cultivar o ego?”
Pois bem! É preciso compreender os movimentos da dinâmica do auto-conhecimento e da postura do ego.
A confusão surge porque nos dois casos o que está em questão é o centro do ser humano. A essência é aquilo que temos de mais sagrado, nossa centelha divina, e que reflete em nossos pensamentos, palavras e atitudes. O ego é a sombra que também emerge dos pensamentos, das palavras e das atitudes, mas, por ser sombra, se manifesta de forma inversa.
Podemos comparar o ego a um imã, que tenta trazer para si (na direção de seu centro) tudo o que ele deseja ou crê que necessita. Na linguagem da física, o resultado é um movimento centrípeto, ou seja, de fora para dentro.
O problema está aí! Quando tentamos nos agarrar às coisas externas para nos satisfazer, trazemos para dentro de nós um pouco de tudo, tanto de bom quanto de ruim. E, por não ser nosso, geralmente mesmo aquilo que parece ser bom não “se encaixa” em nós, trazendo mais prejuízo do que benefício.
O auto-conhecimento é como a busca pela fonte. Ao conhecermos melhor nossos limites e nossas potencialidades, “limpamos” nossa fonte e, a partir disso, deixamos mais cristalina a água que jorra dela. É chamado de centrífugo, ou seja, de dentro para fora, o movimento que resulta disso.
Espalhamos nossa graça abundantemente quando vinda de nossa fonte. E, ao espalhar a água da fonte, tornamos a paisagem a nosso redor muito mais fértil, fecunda, produtiva, criativa.
Agora, imagine quem poderá tirar proveito de toda essa fartura!
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Competição X Cooperação
Costuma-se acreditar que a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, prega que a Seleção Natural é uma eterna competição, onde o mais forte passa seus genes adiante, enquanto os mais fracos sucumbem e desaparecem. Essa idéia é fruto de uma interpretação superficial da teoria, baseada no senso comum que prega a “lei do mais forte”.
Na verdade, a seleção natural favorece o indivíduo mais adaptado, o que nem sempre significa o mais forte. Conseqüentemente, a noção única de competição para a sobrevivência também é equivocada ou, pelo menos, incompleta.
A cooperação também faz parte das estratégias de sobrevivência e transmissão bem sucedida de genes para as gerações seguintes.
Existem alguns exemplos claros de cooperação na natureza que servem de alicerce para uma boa transmissão genética, conforme expõe Richard Dawkins em seu livro "Deus, um delírio". A cooperação familiar é a mais antiga delas, onde indivíduos de uma mesma família se cooperam mutuamente com o intuito de transmitir os genes familiares, similares ao seu, para as gerações vindouras.
Outro comportamento é aquele que podemos chamar de moeda de troca. Em espécies cujo bando convive de maneira próxima, ajudar seus companheiros significa obter crédito de uma ajuda futura. Mesmo entre espécies distintas existe também esse tipo de comportamento, o mutualismo ou simbiose, como peixes pequenos que se alimentam dos parasitas das espécies maiores e são protegidos por esses, entre muitos outros exemplos conhecidos.
Mas há também o altruísmo espontâneo que serve para melhorar a reputação de um membro no grupo e assim torná-lo mais aprovado e, por conseqüência, mais apto a transmitir seus genes. E há a chamada generosidade conspícua, onde o indivíduo oferece-se para ajuda como uma forma de mostrar-se superior aos demais do grupo. Ele pode por em risco sua vida para ajudar os outros, por isso é mais poderoso e mais aceito.
Até mesmo o parasitismo parece contrariar a idéia de competição, uma vez que o beneficiado, o parasita, normalmente é o mais fraco.
Tudo isso já foi observado pelos biólogos e indica claramente que a cooperação também é uma forma de evolução. E, se analisarmos que essas características estão presentes nas espécies mais recentes, em especial, nos primatas, podemos até levantar a hipótese de que, no futuro, a cooperação será um meio de evolução mais eficiente do que a competição.
Será que não seria hora do ser humano rever seus conceitos sociais e aceitar a cooperação como a forma mais apropriada de vida em comunidade?
Pense nisso!
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
domingo, 5 de junho de 2011
Biocentrismo e a visão Holística

No meu ponto de vista, não há dúvida de que o biocentrismo é uma evolução em termos de pensamento sobre a participação humana no Universo. Ele supera como conceito as já conhecidas filosofias teocentristas e antropocentristas.
O antropocentrismo foi duramente afetado no final da Idade Média com o advento da ciência baseada na razão. A descoberta de que o planeta Terra não era o centro do Universo e as observações sobre a Evolução das Espécies de Charles Darwin colocaram em cheque grande parte das crenças que davam suporte ao teocentrismo.
Já o antropocentrismo mantém firme e forte em nossa sociedade ocidental e há tempos avança seus tentáculos para o Oriente. A idéia de que a sociedade humana é o centro de tudo tem sido o grande causador dos excessos em relação a natureza, achando que ser humano é capaz de dominá-la sem sofrer as conseqüência por seus atos.
O aquecimento global, a iminente falta de água potável, a péssima qualidade do ar, dentre outros fatores preocupantes, mostram que esse ponto de vista de que o ser humano pode tudo é o mesmo que dar uma arma nas mãos de uma criança. Não sabemos o que estamos fazendo ou preferimos não perceber a devastação que provocamos.
Quanto ao biocentrismo, fica clara a evolução de seu conceito, mas é preciso acrescentar, ainda, a idéia de que o equilíbrio deve ser observado não somente à vida biológica. A Terra também pode ser considerado um ser vivo se observada a sua dinâmica e sua auto-regulagem. Creio que todo o Universo, com seus ciclos, suas criações e destruições, também podem ser alçados a esse patamar.
O ideal é que se junte ao conceito biocêntrico como complemento a visão holística da existência, a idéia de que o Todo é uma cadeia infinita e interdependente, interligada e um trabalho de harmonia nessa direção acabaria por premiar toda a existência, inclusive a nós, humanos.
Já o antropocentrismo mantém firme e forte em nossa sociedade ocidental e há tempos avança seus tentáculos para o Oriente. A idéia de que a sociedade humana é o centro de tudo tem sido o grande causador dos excessos em relação a natureza, achando que ser humano é capaz de dominá-la sem sofrer as conseqüência por seus atos.
O aquecimento global, a iminente falta de água potável, a péssima qualidade do ar, dentre outros fatores preocupantes, mostram que esse ponto de vista de que o ser humano pode tudo é o mesmo que dar uma arma nas mãos de uma criança. Não sabemos o que estamos fazendo ou preferimos não perceber a devastação que provocamos.
Quanto ao biocentrismo, fica clara a evolução de seu conceito, mas é preciso acrescentar, ainda, a idéia de que o equilíbrio deve ser observado não somente à vida biológica. A Terra também pode ser considerado um ser vivo se observada a sua dinâmica e sua auto-regulagem. Creio que todo o Universo, com seus ciclos, suas criações e destruições, também podem ser alçados a esse patamar.
O ideal é que se junte ao conceito biocêntrico como complemento a visão holística da existência, a idéia de que o Todo é uma cadeia infinita e interdependente, interligada e um trabalho de harmonia nessa direção acabaria por premiar toda a existência, inclusive a nós, humanos.
(Autor: Alex Francisco Paschoalini)
Marcadores:
antropocentrismo,
antropocentrista,
aquecimento global,
biocentrismo,
Darwin,
harmonia,
holismo,
holística,
holístico,
ser humano,
sociedade,
teocentrismo,
teocentrista,
universo
sábado, 4 de junho de 2011
Medicina e Espiritualismo
Olá Queridos!
Essa semana no nosso encontro no Centro Holístico Elemental, assistimos a uma palestra sobre "A Glândula Pineal", com o Dr. Sérgio Felipe de Oliveira.
Uma visão interessante e intrigante entre a Medicina e o Espiritualismo.
Reserve uma hora do seu dia para aprender um pouco mais.
Acesse o link:
http://www.youtube.com/watch?v=IcJw4-Ccbss&feature=player_embedded
Lembrete: Quem quiser e puder contribuir estamos ajudando o Alan - Instrutor do Método DeRose, com a Campanha do Agasalho, diversas caixas serão distribuidas pela cidade para a coleta. Mais informações: alan.hecktor@metododerose.
Um abraço e até a próxima.
Assinar:
Postagens (Atom)




