terça-feira, 13 de março de 2012

RECESSO

Devido a mudanças na agenda, estaremos temporariamente em marcha mais lenta em relação às postagens. Esperamos acertar em breve a situação para continuar o ritmo de postagens que havíamos alcançado.

Alex Francisco Paschoalini

sábado, 28 de janeiro de 2012

A autêntica luta

Senti-me impelido a falar sobre esse assunto tão logo terminei de assistir mais um filme daqueles sobre pessoas que lutam contra corporações que agem de forma ilegal (e, geralmente sigilosa e acobertada pelos governos), pondo em risco uma comunidade, a humanidade inteira ou uma boa parte dela.
Como diversos filmes dessa temática foram baseados em fatos reais, sou levado a crer que essa situação é verdadeira e, até, bastante comum, embora pouco divulgada. Aliás, basta observar um pouco o que ocorre no planeta para concluir que isso acontece aos montes, sempre alicerçado no interesse político ou financeiro de vários grupos que dominam nosso mundo.
Nesse filme, o personagem consegue alertar as falcatruas danosas por meio da imprensa, mas na grande maioria das vezes os pequenos “Davi” que lutam contra esses enormes “Golias” geralmente morrem e são esquecidos por meio das desinformações que esses grandes grupos conseguem “plantar”, muitas vezes por intermédio da própria imprensa, grande parte delas financiadas pelos mesmos grupos.
Porém, o que me traz a esse assunto difere um pouco dos temas abordados nesses filmes. Quero saudar esses nobres guerreiros que enfrentam de peito aberto as grandes corporações em suas atividades potencialmente perigosas, ilegais e criminosas, mas quero lembrar de que a autêntica luta também deve fazer parte do horizonte de suas idéias.

As vitórias alcançadas nessas empreitadas, infelizmente pouco numerosas, são de grande importância, mas representam apenas o êxito de uma batalha, não da guerra (ou mesmo o fim dela).
É fundamental incluir em nossos objetivos a transformação do ser humano, guerra essa somente possível de ser travada no território interior de cada um.
É preciso trazer à consciência a compreensão de que nossos atos não acabarão com a vida ao nosso redor; aniquilarão a nossa espécie, isso sim!
Perdoem-me os que crêem que fomos criados para usufruir do mundo e daquilo que ele contém, mas a verdade é que se formos extintos, a evolução cósmica continuará seu curso, ou em nosso próprio planeta, através de uma outra espécie, ou em algum outro lugar nos confins do Universo.
Já é hora de descermos desse trono em que nos colocamos, sob a camuflagem enganosa de uma vontade divina, e entendermos que o propósito da Criação é muito maior do que nossa vã insignificância, a qual persiste muito mais por nossas escolhas do que por uma eventual posição na ordem da criação.
Se queremos ser realmente uma espécie relevante para o Criador, temos que fazer por onde. Temos que nos dar a oportunidade de continuarmos habitando esse planeta através de atos que envolvam a consciência holística da Criação, para, assim, podermos ser o diferencial de uma nova evolução, respeitando o meio tanto quanto exigimos respeito daqueles que nos cercam.
Olhar para dentro, vencer nossas falhas, nossas fraquezas, perceber nossa trajetória egoísta e mesquinha, nossos discursos infrutíferos não traduzidos em ações, nossas atitudes enganosas, divergentes de nossas palavras, são os primeiros passos dessa mudança não só necessária como fundamental e urgente.
Temos que compreender que só é possível nos colocarmos no lugar de “filhos do Criador” se agirmos como tal, sem querer justificar ou revindicar nossa condição privilegiada apenas por nos julgarmos por algum motivo, história ou mito no direito dela, sem condutas que correspondam com tal posto.
Sei que esse meu desabafo provavelmente não alcançará grande repercussão. Tenho algumas dezenas de leitores, talvez uma centena, quando muito. Mas isso não me fará desistir ou retroceder. Acredito nos ensinamento dos grandes luminares da humanidade.
Um deles, Jesus Cristo, disse em sua parábola do semeador que uma única semente que brote gerará outras trinta, cinqüenta, cem sementes. E assim sucessivamente.
Só espero que essa semente consiga frutificar e se multiplicar a tempo de evitar sua própria extinção.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O Deus de Mani


Que deus é esse que rotula sua criação apenas em polos opostos? Os bons e os maus; os justos e os ímpios; os santos e os pecadores; os que estão no caminho correto e os que estão no caminho da perdição.

 Que deus é esse que exige que sua obra o admire?

 Que deus é esse que, perfeito, cria-nos imperfeito e exige de nós a perfeição sob pena de sofrimento eterno?

 Que deus é esse que impõe sua imagem e transforma aqueles que não a aceitam em pessoas não dignas de suas bençãos?

 O Deus que eu concebo não é esse deus conduzido pelo ego, que quer que nos prostremos diante dele em reverência pelo fato de nos ter nos criado.

 O Deus que eu concebo é aquele que me fez criatura pronta a aprender e a cooperar com o desenvolvimento de sua criação e evolução.

 O Deus que eu concebo é aquele que, em sua infinita sabedoria, me deu o livre arbítrio de errar, acertar, consertar, cair, levantar, caminhar e, acima de tudo, buscar o equilíbrio que me torne consciente a ponto de poder sentir-me a parte exata que ele necessitava em sua obra.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Aspectos do Paganismo

Outro ponto a ser desmistificado é o conceito de paganismo. Erroneamente, os pagãos são considerados não-religiosos, culturalmente inferiores, ateus ou mesmo adoradores do demônio.
Devido a tradição judaico-cristã, que pregava a existência de um único Deus, os gentios, como eram chamados pelos judeus, ou os pagãos, como foram denominados pelos cristãos, eram considerados povos sem conhecimento religioso, uma vez que professavam sua fé de forma politeísta e com deuses diferenciados em cada povo, embora suas mitologias fossem muito similares e repletas de uma sabedoria natural e primitiva.
Pagão, do latim paganus, significa homem do campo, e geralmente eram culturas cujo panteão de deuses incluía um deus principal, comumente representado pelo sol por seu poder de gerar vida aqui na terra, e pelas demais representações das forças naturais que influíam diretamente em suas vidas, como a tempestade e o trovão, o fogo, as florestas, os rios e mares, as montanhas, a lua.
Inclui desde os antigos povos da Mesopotâmia, do Egito e da Grécia, os povos celtas e nórdicos, as culturas africanas e indígenas das Américas e Oceania e diversas filosofias orientais, alguns casos, com as variadas formas da energia vital substituindo o conceito de um panteão de deuses.
Foram duramente perseguidos na Idade Média pela inquisição da Igreja Católica que julgava tais povos como adoradores do demônio por não acreditarem no Deus único da doutrina cristã e cultuarem um sem número de deuses e deusas, além da facilidade que tinham de compreender e controlar determinados fenômenos naturais.
Em sua maioria, sempre foram veneradores e respeitadores da natureza, usufruindo desta de maneira harmônica, tendo uma ligação muito mais estreita com ela do que as demais doutrinas ou culturas. Esse é o ponto alto do paganismo, muitos deles entendendo, inclusive, que a própria terra é um ser vivo, denominado Gaia, e que precisa ser preservado e respeitado por nós, meros habitantes dela.
A Filosofia Clássica Grega surgiu da analise racional da mitologia desse povo, essencialmente pagão. E, embora divergissem da maneira como essa mitologia explicava o mundo, seus pensadores respeitavam o arcabouço de conhecimento que haviam herdado dela e que serviram de base para o desenvolvimento de grande parte de suas idéias.
De minha parte, tenho muita admiração pelo conhecimento que as culturas pagãs tem da natureza e seus ciclos e de como utilizar ou manipular suas ervas e plantas. Também admiro o conceito cósmico de energia que as tradições orientais ensinam em suas técnicas meditativas ou ióguicas.
Vale lembrar, novamente, que o Princípio Agnóstico prevê a aceitação das diversas filosofias e a integração de suas doutrinas em busca de uma evolução equilibrada, mesmo que por caminhos diversos, sendo a cultura pagã um rico terreno para esse fim.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O que nos dizem os ateus

Um dos pontos fundamentais para a compreensão do Princípio Agnóstico e sua aplicação no Painel do Desenvolvimento Humano é a desmistificação de certos conceitos erroneamente alardeados pela sociedade. O primeiro deles é a questão do ateísmo.
Muitos acreditam que os ateus são pessoas “do mal”. Entendem que, por não acreditarem em Deus, só podem estar a serviço do “coisa ruim”. Essa concepção contraditória é facilmente eliminada se entendermos que o ateu não acredita em um poder sobrenatural ou num Ser Superior, seja ele bom ou mal.
O conceito maniqueísta de que aqueles que acreditam em Deus são do bem, enquanto que os que não acreditam são do mal, já mostrou-se fora da lógica e da racionalidade há tempos.
Em sua grande maioria, os ateus pautam suas atitudes numa ética universal não atrelada a princípios morais dogmáticos de nenhuma religião. São céticos por excelência e para eles, o Universo por si só se basta. Não é necessário algo que o comande, que o tenha criado ou que o represente.
Seu ceticismo é um dos responsáveis pelo grande afã de conhecimento, pela busca incessante de respostas que consigam suprir satisfatoriamente nossas dúvidas e esse é um dos pontos mais positivos, em meu ponto de vista, do entendimento ateu. Não aceitam a verdade revelada e definitiva; apenas aquela alcançada pela observação e racionalização, sendo, portanto, sempre abertos a novos aspectos e possibilidades.
Certamente, podemos alcançar altos níveis de evolução e desenvolvimento para a espécie humana se nos despirmos do preconceito insensato sobre aqueles que não julgam necessária a existência de um Ser Supremo e olharmos aquilo que eles podem nos ensinar em termos de conhecimento e convivência.
Afinal, partindo do princípio de que não há como provar objetivamente a existência ou não de Deus aos outros, respeitar a concepção ética daqueles que não acreditam é, no mínimo, bom senso.
Acima de qualquer crença, a harmonia se dará pelo respeito ao resultado surgido da soma das experiências subjetivas de cada um.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sábado, 31 de dezembro de 2011

Tempo de tolerância

O Centro Holístico Elemental encerra suas atividades de 2011 sugerindo um princípio de atitude para o Novo Ano e para os próximos: a tolerância.
Que, de agora em diante, cada um compreenda que a tolerância é o fio condutor da convivência harmônica.
Que, de agora em diante, cada um perceba os benefícios à saúde física e mental que a prática da tolerância pode nos trazer.
Que, de agora em diante, cada um entenda que tolerância não é sinônimo de passividade; ao contrário, é atitude constante de não aceitar o horizonte estreito e dogmático daqueles que se julgam donos da verdade.
Que, de agora em diante, cada um assimile que tolerância não é medo de enfrentamento; é, na verdade, a coragem de desafiar de peito e alma abertos um mundo onde a incompreensão e a brutalidade imperam e destroem.
Que, de agora em diante, cada um empregue a tolerância como viga mestra na construção do amor, da paz, da compaixão, da harmonia, do saber.
Que, de agora em diante, cada um cultive a tolerância de modo a diminuir um pouco nossas atitudes instintivas e impensadas e aumentar nosso nível de consciência.
Que, de agora em diante, cada um aceite que só a tolerância é capaz de produzir a diversidade, ingrediente fundamental para a evolução humana ao dar-nos a oportunidade de conhecer, analisar e acrescentar ao nosso cabedal de sabedoria alguns tesouros a mais, até então desconhecidos por nossa própria experiência.
Que, de agora em diante, cada um celebre a transcendência que tolerância é capaz de alcançar.
A todos, um feliz Ano Novo; e àqueles que aderirem à idéia de tolerância, feliz Novos Tempos.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sobre o Natal

Há muito já se tem falado que o Natal, hoje uma festa cristã, foi, na verdade, uma adaptação da festa pagã do nascimento do deus sol, no hemisfério norte. Por volta do terceiro século d. C., um concílio resolveu adotar como data de festejos do nascimento de Jesus de Nazaré o mesmo período usados pelos pagãos como forma de facilitar a conversão desses ao cristianismo.
Com a adoção do cristianismo por Roma e posterior difusão de sua doutrina por todo o mundo ocidental, a data passou a ser comemorada quase que mundialmente.
Independente de sua real origem ou dos destinos buscados em sua criação, o que realmente vale é analisarmos o que e quanto da simbologia esotérica do Natal tem sido preservado e quais os descaminhos que nos tem afastado de seu verdadeiro ensinamento.
É muito comum ouvir dizer que a imposição consumista que a época natalina traz às pessoas desvirtua o sentido da festa, mas a inflexibilidade dogmática também nos afasta de sua real finalidade.
Costuma-se dizer no meio cristão que as pessoas “esquecem do aniversariante” e preocupam-se apenas em festejar e trocar presentes, o que, em partes, não deixa de ser uma queixa verdadeira.
Mas mais do que “lembrar do aniversariante” é preciso fazer do Natal um lembrete de sua mensagem, que deveria estar presente diariamente em nossos atos. Mas do que simplesmente reverenciar o nascimento do messias é dar a oportunidade para que essa concepção de um novo nascimento tenha espaço para acontecer dentro de nós.
Dar a oportunidade de morrer o velho homem para nascer o homem novo; de encerrar um ciclo desgastado e esgotado para abrir um novo ciclo, repleto de possibilidades de evolução e desenvolvimento.
Muito além de reverenciar aquele que passou por esse planeta há dois mil anos é reverenciar a oportunidade de seu renascimento a todo instante dentro de cada um de nós. A possibilidade de nos divinizarmos a cada momento através de nossos pensamentos, palavras e atos.


(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Imagine - Comentário

A música Imagine marcou o início de minha adolescência, quando descobri o conteúdo de sua letra e a semelhança de suas idéias com os meus ideais. Mais do que isso, ao afirmar não ser o único sonhador, John Lennon lembrou-me de que eu também não estava sozinho.
Sua letra retrata bem a concepção do Princípio Agnóstico, onde nada deve ser mais importante do que a harmonia. Nenhuma diferença ou conceito deve sobressair à convivência pacífica e enriquecedora, ao sentido de evolução.
Hoje, depois de muito estudar sobre os grandes luminares da humanidade, vejo que a letra dessa música apenas reproduz seus ensinamentos, embora algumas instituições religiosas encubram a percepção desses conceitos fantásticos com o véu do dogma, das regras e do ritualismo e muitos seguidores tapem seus olhos com a máscara do fanatismo, da pseudo-obediência e da intolerância.
Muitos a consideram utópica, mas penso que a utopia é o salto quântico que nos permite evoluir, mesmo que não atinjamos exatamente o que a utopia espera. Certamente, ao nos aproximarmos dela, criamos condições para darmos mais alguns passos em sua direção num futuro próximo.
Ainda acredito que, um dia, possamos viver sem precisarmos buscar o paraíso, pois compreenderemos que ele está dentro de nós; e que o conceito de inferno será apenas uma vaga lembrança na estante de nossa memória.
Um dia, as limitações das fronteiras, das raças e religiões, mesmo que elas ainda persistam em existir, não serão empecilhos para nos darmos as mãos; e deixem de ser usadas como desculpas ou permissões para subjugar, torturar ou matar.
Um dia, deixaremos de buscar a posição de possuidores e nos daremos por satisfeito ao sermos possuídos pela idéia de fraternidade humana, de convivência pacífica, ao conceito de que não possuímos absolutamente nada, posto que um dia partiremos daqui sem levar sequer o próprio corpo e a própria vida.
Que um dia, a solidão das idéias que antes me afligia se torne o elo estreito de ligação com toda a raça humana e com toda a criação.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Imagine


Imagine não existir paraíso
Será fácil se você tentar
Nem inferno abaixo de nós
Acima apenas o firmamento
Imagine todas as pessoas
Vivendo para o hoje

Imagine não existir países
Não é difícil de conseguir
Nada para se matar ou morrer
E nenhuma religião, também
Imagine todas as pessoas
Vivendo a vida em paz

Você pode achar que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você se junte a nós
E o mundo será um só

Imagine não haver posse
Eu me pergunto se você conseguiria
Sem necessidade de ganância ou fome
Uma irmandade da humanidade
Imagine todas as pessoas
Compartilhando o mundo todo

Você pode achar que sou um sonhador
Mas eu não sou o único
Espero que um dia você se junte a nós
E o mundo viverá como um só

Tradução livre da música “Imagine”, de John Lennon (1971)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Princípio Agnóstico


Antes de explicar esse princípio é necessário compreender o correto significado do termo agnóstico. A expressão vem da palavra gnose, que significa conhecimento. Ao ser precedida do sufixo de negação “a”, concluímos que agnóstico é aquele que não tem conhecimento, ou aquele que admite não alcançar o conhecimento.
Como o termo trata da questão Deus, agnóstico é definido como aquele que, por não conseguir provar racionalmente a existência ou não de Deus, adota uma posição neutra, aceitando ambas as hipóteses como plausíveis.
Estendendo um pouco mais esse significado, agnóstico pode ser aquele que aceita os vários conceitos sobre Deus, que defendem ou refutam sua existência, como possíveis, uma vez que a experiência divina é algo muito subjetivo, longe do alcance da razão lógica e, portanto, uma vivência única e individual.
Não há como provar racionalmente a certeza extraída de sua subjetividade vivida às outras pessoas. Olhar um mapa jamais será igual a percorrer suas estradas e apenas aquele que percorre pode realmente dizer como é o caminho.
O Princípio Agnóstico é ponto fundamental para aqueles que pretendem trilhar a senda do Painel do Desenvolvimento Humano. É aceitar que todos os caminhos podem ser corretos mesmo que se tenha intimamente a certeza da retidão de sua estrada. É compreender que a fase em que se está em sua senda evolutiva não é necessariamente a mesma em que os outros se encontram e que, por esse motivo, a sua estrada é o caminho mais certo apenas para você que alcançou esse ponto de sua caminhada existencial.
Aceitar o conceito de Princípio Agnóstico é tirar o foco da questão caminho certo ou caminho errado e direcioná-lo para a questão maneira certa de percorrer o caminho escolhido.
Como disse Stanislaw Grof em seu livro “A tempestuosa busca do ser”, “...muitas pessoas ficam interessadas na dimensão mística de todas as religiões, percebendo que foi o núcleo místico da própria religião delas que chamou a sua atenção. Podem ver cada fé como um caminho diferente para o mesmo objetivo e desenvolver uma atitude ecumênica e universal, um tipo de espiritualidade planetária”.
Creio que se cada um adotar essa idéia de Princípio Agnóstico ao analisar seu entendimento religioso e o dos outros, ou seja, aceitar que nada pode ser definitivamente provado num assunto cuja subjetividade é o cerne da questão, teremos amplas oportunidades de um entendimento e uma conduta humana muito mais ética e harmoniosa.

(Autor: Alex Francisco Paschoalini)